Ponto Cartesiano
13 Nov 2017 - 18h41m

Ameaça a servidores:governo diz que mudará Plansaúde e, se não conseguir fazer licitação até janeiro, ele próprio vai administrar o plano!!!!

O governo confirmou a saída da Unimed da administração do plano de saúde dos servidores. Geferson Barros, secretário de Administração, disse hoje a tarde ter sido uma decisão de comum acordo e que a cooperativa já tinha oficiado o interesse de não continuar.

É evidente que uma empresa que é obrigada a fazer acordos (muitos não cumpridos) com o governo para receber pela prestação de serviços, ou vai à falência ou rompe o contrato.

A questão do escândalo dos cardiologistas é mero acessório, até porque as propinas não diziam respeito apenas a Unimed e cardiologistas, mas também a funcionários da Secretaria  de Saúde.

Deu-se com a Unimed o mesmo com a Litucera. O governo deixou de pagar as empresas (na Litucera o cano foi de R$ 80 milhões e na Unimed era de R$ 70 milhões). O contrato é rompido e o governo contrata sem licitação.

No plano de saúde diz-se que se fará uma licitação. O contrato termina no dia 12 de janeiro de 2018. De outro modo, o governo tem 60 dias para fazer o pregão, contratar e colocar em funcionamento para não prejudicar o servidor público e seus dependentes.

Passando recibo da bagunça em que se transformou o governo, a Secretaria de Administração informa que se não der tempo para a licitação, o próprio Estado poderá administrar o plano de saúde.

É óbvio que em condições normais não se consegue fazer uma licitação dessas que, só de contribuição do governo, envolveria o equivalente a R$ 200 milhões/ano, mais as contribuições dos servidores. Uma carteira de 90 mil usuários que interessaria a qualquer empresa, não fora a inadimplência.

Assim como também é possível deduzir que, seguindo a própria condução da questão pelo governo, empresas já estejam preparadas para abocanhar o plansaúde. Ainda que abra a possibilidade de firulas, é melhor que o próprio Estado tomar de conta do plano.

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