Ponto Cartesiano
13 Abr 2018 - 07h16m

Apesar das evidências, Folha continua negligenciando CPI do Previpalmas. Pode ser acusado de participação nos R$ 50 milhões

A CPI do Previlpamas continua na geladeira. O ex-prefeito Carlos Amastha pode gabar-se publicamente de que pediu uma CPI. Seria o caso de concluir-se que não teria mais maioria dos vereadores na Camara nem o presidente, José do Lago Folha Filho, fosse mais seu aliado.

É mais um verdade alternativa que o ex-prefeito e os vereadores impõem à população da cidade e do Estado. Não haveria, em condições normais e republicanas, qualquer empecilho a que Folha Filho colocasse em pauta o pedido de CPI.

O Previpalmas aplicou R$ 50 milhões de forma ilegal e em fundos temerários. Não há qualquer dúvida, é público no balanço do Previpalmas, no Diário do Município, na CVM e nos fundos investidos. Ontem, pessoas foram presas em vários Estados do país por utilizarem-se do mesmo método em fundo de previdência municipais, no Serpro e no Postalis. E que foi utilizado no R$ 1,2 bilhão do Igeprev.

Evidente que se o Previpalmas perdeu, por pura lógica física, alguém ganhou. Dinheiro não some no ar, não evapora. O responsável pelo Previpalmas é o prefeito, é responsável solidário É ele que nomeia a diretoria do Previpalmas. Tanto que demitiu um deles. É público e oficial.

O problema de Folha Filho é a população começar a pensar que faria parte de um esquema que poderia representar o desvio de R$ 50 milhões. Afinal, se as irregularidades sao públicas e gritantes, que motivos o impediria de, como representante eleito desta mesma população, de abrir a investigação de forma transparente. Dinheiro não só dos servidores  municipais, mas do contribuinte já que a Prefeitura é a fiadora do fundo. Ou seja, se ele falir quem vai pagar os salários dos aposentados será o contribuinte.

Em menos de seis meses, como é notório, o Previpalmas sujeitou-se a perder 7% de seu patrimônio contra os 30% que o Igeprev aplicou em fundos podres em quatro anos. O seja, o risco do Previpalmas, sob o comando de Amastha e da diretoria do Previpalmas, numa continha básica, seria de 56% (14% ao ano). Ou seja, quase o dobro do Igeprev. 

Ah: um lembrete. Este mes vence a Certidão de Regularidade Previdenciaria da Prefeitura. Sem ela, a prefeita Cíntia Ribeiro não poderá receber transferencias, firmar convenios ou fazer empréstimos pela prefeitura. Motivo: as irrregularidades e o desenquadramento das aplicações do Previpalmas que Folha reluta em abrir a CPI para investigar.

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