Ponto Cartesiano
13 Out 2017 - 08h24m

Efeito Orloff: Plansaúde pode ser Litucera amanhã.

Um dos desdobramentos da recorrente inadimplência da administração com os prestadores de serviço do plano de saúde dos servidores públicos e seus dependentes (hoje nos R$ 70 milhões) é a falência do sistema.

Não há, afinal, empresa que consiga se manter e a seus fornecedores, prestadores de serviço e empregados com um crédito desses a receber. E aí, 90 mil usuários vão parar lá nos hospitais públicos que já estão em petição de miséria: falidos.

Efeito disso, a empresa deixa de atender e rompe o contrato, abrindo possibilidade de o governo contratar outra. E que se note: no início da administração o governo ventilou trocar a empresa do plano de saúde.

Pode não ser uma ação voluntária e com este objetivo específico, mas há situações neste mesmo governo a confirmar a regra.

Uma delas: o governo estrangulou a Litucera, aplicando-lhe um golpe de R$ 80 milhões de débitos não pagos, forçando-a a deixar o contrato por não conseguir mais pagar fornecedores e prestadores de serviço. E, por fim, apropriando-se dos equipamentos da empresa nos hospitais.

Com isto, abriu brecha para contratar os mesmos serviços sem licitação. E das empresas que achou mais conveniente, com a qualidade e fiscalização deficientes, como apontam praticamente todos os dias o Ministério Público e o Conselho de Medicina.

No caso do plano de saúde, o cano é também nos servidores já que o governo também não repassa as contribuições descontadas nos salários.

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