Ponto Cartesiano
18 Mai 2017 - 08h19m

Empresa refuta avaliação de superfaturamento nas obras de expansão do HGP

A Construtora LDN rebateu ontem a análise praticada aqui no último domingo, dia 14, acerca do custo da expansão do Hospital Geral de Palmas. A LDN é a responsável pelas obras. Este blog havia exercido um simples cálculo matemático relativo sobre números amplificados pelo próprio governo: R$ 42 milhões de custo, 48 apartamentos e 96 leitos. E quando se fala custo, é o que a população irá pagar pela expansão, evidentemente aí colocados equipamentos e que tais e não propriamente apenas tijolos, cimento e ferro.

Em nota a este blog a empresa (que, diga-se, o artigo não a acusa de nada, sequer faz referência ao seu nome) esclarece que “os gastos de R$ 42 milhões até aquele momento, não se restringiram apenas à execução de 20m² de um apartamento.” Informa que o governo deu continuidade à obra (70% de recursos próprios) mesmo com o governo tendo ficado inadimplente em R$14.000.000,00 (quatorze milhões de reais) por um período máximo de inadimplência de até 687 dias (seiscentos e oitenta e sete dias) ou 23 meses.

Segundo a empresa, “o referido montante custeou a construção do referido pavimento e de seu pavimento técnico, entregue com antecipação de 4 meses para desfrute de toda a sociedade, mais execução do pavimento superior com mais 48 apartamentos 94% finalizado e de seu pavimento técnico, os quais totalizam cerca de 12.808,00 m² de área construída só na internação, mais reservatório enterrado de incêndio, mais central de energia elétrica, mais central de ar condicionado, gases medicinais, mais parcialidade da UTI, mais parcialidade do eixo público, mais parcialidade do Centro Cirúrgico, mais entrega total do prédio do velório/necrotério, mais entrega de todos os projetos, mais todos os serviços acessórios e administrativos, os quais em todas as edificações contemplam muito mais do que os quartos ali dispostos ou seus leitos, uma vez que os ambientes acessórios à estes representam mais de 70% da área construída e são constituídos por toda a gama de ambientes e serviços hospitalares e administrativos.”

Diz ainda a empresa:”Percebe-se do quadro acima que, os serviços executados foram muitíssimos mais numerosos do que apenas 1 pavimento da internação e seus 48 apartamentos referidos. Quanto à alegação de superfaturamento, informamos a vossa senhoria que a construção do HGP está situada entre uma das mais baratas construções hospitalares licitadas em todo o país entre os anos de 2012 e 2016, tendo seu custo em R$3.188,84/m², ante a um preço médio de construção de 16 outros hospitais de R$4.178,22/m², ou seja, uma economia ao contribuinte de mais de 26 milhões de reais em referência aos preços de mercado de construções similares.”

E continua:“Tudo isso está sendo possível em virtude de emprego de alta tecnologia de construção pela construtora, com utilização de equipamentos e materiais de tecnologia avançada em substituição à mão de obra e terceirização, bem como da forte credibilidade, reconhecimento, adimplência e crédito junto aos fornecedores, o que por lógico, é transferido à toda a população com o baixo preço em que a obra foi contratada e sua altíssima qualidade.”

Vai mais além a LCN:”Vimos também a lhe informar que, a obra do Hospital Geral de Palmas é reconhecida nacionalmente pela sua excelente qualidade técnica de projeto, execução e materiais utilizados, bem como sua funcionalidade, e por sua gigantesca importância para toda a região centro-norte deste país, tendo sido projetada pelo escritório mais importante do país com relação a obras hospitalares, com mais de 2000 hospitais de grande porte projetados em todo o mundo

Informa ainda a empresq eu que quem executou tanto os armários e bancadas de marcenaria, como a instalação dos aparelhos de ar condicionado, foi tão somente a construtora. 'Aliás, executamos os referidos serviços dia, noite e madrugada, com empenho máximo e prejuízo absoluto de modo a entregar com 4 meses de antecipação o pavimento em condições para utilização do necessitado usuário, como bem demonstram as fotos abaixo referentes a estes serviços'.

Vai mais: “É válido ainda salientar que a obra vem sendo executada incessantemente, com empenho máximo desta construtora em forte apego à necessidade social, uma vez que esta construtora veio a todo momento da execução da obra lutando contra o déficit financeiro devido a recorrente inadimplência da contratante e alocando seus próprios recursos, uma vez que por vezes, até 70% dos recursos investidos à obra foi advinda dos recursos próprios desta construtora, dado que o contratante chegou a ter dívida de pagamento da ordem de R$14.000.000,00 (quatorze milhões de reais) e período máximo de inadimplência de até 687 dias (seiscentos e oitenta e sete dias) ou 23 meses. Devido a este comportamento com os pagamentos dos serviços prestados pela construtora, a obra foi paralisada pela contratante, por falta de recursos, e permaneceu paralisada por mais de 14 meses, uma vez que os recursos existentes para quitação dos nossos serviços foram realocados pelo governo para outras prioridades ao final de 2014, como bem noticiou este blog à época, tendo sido retomada somente neste atual governo.” 

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