Ponto Cartesiano
14 Nov 2017 - 10h40m

Governo consegue esculhambar atendimento nas redes pública e privada!!!! Êxito total!!! E ainda não precisa se preocupar com dívidas!!!

O quadro na saúde pública do Estado pode piorar. A lógica indica que o governo não conseguirá fazer uma licitação até dia 12 de janeiro para substituir a Unimed na administração do plano de saúde dos servidores. São 90 mil usuários sob risco de agravarem o já caótico sistema de saúde pública.

É o caso em que dentre as opções do próprio governo administrando o Plansaúde ou uma contratação direta, defenda-se a contratação direta, sem licitação, para uma carteira de R$ 270 milhões/ano, só de contribuições (patronal R$ 180 milhões e R$ 90 milhões dos servidores, conforme a Secretaria da Fazenda). Submetendo-se o governo ao escrutínio de que tenha levado a situação a tal ponto objetivando justamente a nova contratação e na forma em que se coloca.

Os valores que envolvem a operação (Plansaúde) seriam atrativos para qualquer empresa. Um negócio, a priori, sem risco já que os recursos são de repasse obrigatório por regulados em lei: contribuições do governo e do funcionário que a lei determina sejam depositadas no fundo estadual de saúde.

Essa disponibilidade (prerrogativa) facilita o governo não realizar os depósitos que retira de forma consignada, não repassando os recursos para pagamento de fornecedores e prestadores de serviço que, para continuarem o atendimento, fazem empréstimos bancários. A gênese da decisão da Unimed de não querer renovar o contrato. E da Litucera, lembram-se?

É mais um crime: apropriação indébita como nos consignados dos empréstimos e nas contribuições do Igeprev. E permitido pelo conselho do Plansaúde formado por maioria governista (três indicados pelo governador e dois pelos servidores).

O secretário de Administração, Geferson Barros, disse em entrevista à TV Anhanguera que o governo deve contratar uma empresa a curto prazo para administrar o plano. É providência que não solucionará a questão posto originária da recorrente inadimplência do governo em praticamente todos os setores.

Nos hospitais, o governo deu um cano de R$ 80 milhões na Litucera, apropriou-se até dos equipamentos da empresa e contratou, sem licitação, outras empresas para fazer o mesmo serviço. Duas licitações se arrastam desde dezembro do ano passado e as compras continuam de forma direta, com denúncias de superfaturamento em 15% por auditores do Tribunal de Contas da União.

A Unimed é apenas mais uma vítima do método. Com prejuízos diretos nos servidores e seus dependentes. De outro modo: o governo conseguiu esculhambar o atendimento na rede de saúde pública e no plano de saúde dos servidores.

Deixe seu comentário:

© 2015 - luizarmando.com.br - Todos os direitos reservados.