Ponto Cartesiano
11 Out 2017 - 07h22m

Governo é insolvente, mas faz esforço para pagar salários em dia. Funcionários não tem do que reclamar de Marcelo, ainda que residam passivos

O governo paga nesta quarta os salários de setembro dos 53 mil servidores.  Ainda que a administração mantenha passivos e tenha dificuldades para pagar direitos dos funcionários, o Palácio Araguaia, é preciso reconhecer, tem mantido o calendário de pagamento.

Num momento em que muitos governadores tem atrasado os salários. Alguns até parcelando-os ou fazendo calendário setorizado de quitação. Demonstra, obviamente, preocupação do Executivo estadual com questões básicas dos funcionários, na medida em que os prioriza em desfavor de outros compromissos financeiros do poder público.

A média mensal de receitas e despesas do governo de janeiro a agosto de 2017, entretanto, se não registraria com exatidão a situação das contas públicas, aponta a direção do problema. O que dá bem a dimensão da dificuldade da administração para manter os salários em dia.

O governo teve de receitas (transferências e arrecadação tributária) no dois primeiros quadrimestres do ano uma média/mês de R$ 670 milhões contra uma média mensal de despesas da ordem de R$ 672 milhões (salários/repasses ICMS/IPVA/IPI a municípios/Plan-Saúde/despesas correntes/duodécimos/juros/amortização dívidas/ Igeprev). Um saldo negativo de R$ 2 milhões/mês. São números do relatório do segundo quadrimestre.

Tudo indica, portanto, que o governo tenha dificuldade para administrar as oscilações entre arrecadação e despesa, mês a mês. Daí o que arrecada, gasta e ainda fica devendo. Os técnicos parecem não conseguir calibrar a vontade política do Executivo com o que entra nos cofres públicos.

Por isto o governo querer tomar emprestado para fazer obras. No que aumentará, mais ainda, este déficit já que só de juros destes últimos empréstimos aprovados pelo Legislativo (e publicados ontem no Diário Oficial) vai pagar R$ 78 milhões/ano. Ou R$ 6,5 milhões/mês a mais. Só de juros. E ainda tem as amortizações. E quer contratar mais mil policiais militares.

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1 Comentário(s)

  • Adriana | 11/10/2017 | 09:45O que seriam mil policiais militares em relação aos quase 20.000 comissionados, contratos do atual Governo? Pelo menos, seriam servidores que entrariam ao Estado pela porta da frente, através de concurso. Seriam servidores que entrariam devido a sua capacidade técnica , e não por indicação política para fins eleitoreiros!
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