Ponto Cartesiano
09 Fev 2018 - 09h06m

IPTU de Amastha conseguiu transformar caospovo em pensamento organizado.É ver o resultado eleitoral dessa ação gramsciana de direita

Carlos Amastha luta para sair das cordas. Está há mais de semana sob fogo intenso. Não há, além de seus auxiliares diretos e aliados mais próximos, qualquer disposição da classe política a defendê-lo na questão do IPTU.

O conceito de tributarista e monetarista se espalha pelo Estado como fogo de monturo alimentando a percepção de que teria o mesmo viés no governo. Com desdobramentos diretos na sua pré-campanha pela disputa do Palácio Araguaia.

Justifica-se a debandada certamente pela fragilidade da narrativa do prefeito e no consequente prejuízo eleitoral de sua defesa contra a percepção de exploração da população em níveis regionais. Há números de mais e explicação de menos.

Os vereadores aliados e secretários tentam convencer a população de que o aumento do IPTU de R$ 1.500,00 para R$ 4.500,00 de um ano para outro não seria um reajuste. Um típico caso de impor ao cidadão uma verdade alternativa com números absolutos.

Até as mentiras para serem aceitas necessitam ser construídas a partir de narrativas sob premissas verdadeiras, justamente para aparecer como verdade.

A forma de Carlos Amastha administrar e fazer política pode estar transformando o caospovo a que a cidade estava submetida em função das ações do prefeito -  referendadas pela hegemonia na Câmara -  a pensamento organizado.

Movimento impulsionado pela população e segmentos da sociedade e não pelo Legislativo onde se poderia estabelecer confrontos meramente político-partidários entre políticos com mandatos.

Amastha pode muito bem superar isso.  Mas, não resta a menor dúvida, está sangrando e pode sangrar mais com o recrudescimento da amplificação das redes sociais de outros problemas que até agora não tinham alterado-lhe a aceleração: estacionamentos, shopping a céu aberto, BRT, empresários, plano diretor, desafetação de áreas, gastos exagerados em eventos, convênios e contratos questionados pelo MPE, supostos desvios no Prevpalmas e que tais

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