Ponto Cartesiano
08 Fev 2018 - 08h03m

Líder do prefeito na Câmara rebate críticas de ex-vereador ao IPTU na linha do "Não como manga porque não gosto de abacaxi"

Não como manga porque não gosto de abacaxi. Uma impossibilidade lógica, duas premissas completamente díspares formando uma terceira conclusão imponderável.É a tradução que se poderia fazer das declarações ontem do vereador Major Negreiros (líder do prefeito na Câmara de Vereadores) para refutar críticas do ex-vereador Aurismar Cavalcante ao reajuste do IPTU. Para o Major, Cavalcante, como se infere da matéria aí ao lado, não poderia fazê-lo porque teria sido beneficiado pelo ex-prefeito Raul Filho com a desafetação de um imóvel para instalar posto de combustível.

Evidentemente que dois erros não geram um acerto. Ou um erro não valida outro erro como acerto. Tanto a aprovação do IPTU de Carlos Amastha como a desafetação de áreas de Raul Filho são questões discutíveis, tanto do ponto de vista político e ético como financeiro. E que apenas politicamente podem se anular pelas reações de ambas as partes. Ambas aceitas pelas duas Câmaras de Vereadores e as respectivas convicções pessoais parlamentares de cuja competência são portadores.

No bolso do consumidor (obrigação do vereador cuidar para o eleitor) a situação é incontroversa: em ambas as decisões os vereadores (que aprovam ou desaprovam medidas do Executivo) ajudaram os prefeitos a diminuir a riqueza da população: 1) na entrega de áreas públicas (ou privadas com outra destinação) para empresários botarem seus negócios particulares e 2) no aumento do custo de vida do cidadão na irrazoabilidade dos índices de reajuste do IPTU aprovados.

São irrefutáveis, com efeito, os números publicados pelo Jornal do Tocantins nesta quinta (em irrepreensível reportagem da jornalista Aline Sêne). Há reajuste de IPTU (de 2017 para 2018) de até 6.000% (a inflação no período foi de 2,95%). A repórter comparou reajustes aplicados em imóveis de seis quadras (das regiões Norte e Sul, comerciais e residenciais). Um imóvel na Arne 81 teve seu IPTU aumentado de R$ 164,73 (2017) para R$ 10.982,21 (2018).

Não são falácias. São números públicos que não se pode refutar apenas com retórica ou diatribes entre políticos que se consideram adversários.

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2 Comentário(s)

  • MARCIA | 08/02/2018 | 13:02Não sou defensora de nenhuma categoria politica. Mas estou assistindo uma enxorrada de criticas ao valor do iptu de palmas. Quero deixar claro, que acho sim caro.. mas só pra fins de analise politica das criticas: poderiámos fazer uma regra de três básica comparando valor de veiculo x valor de ipva, e compara com valor de terreno x valor de iptu. Queria fazer isso, só pra ver se as criticas do senhor excelentíssimo ex-governador Siqueira Campos e dos respeitosos deputados estaduais são de fato criticas ou oportunismo politico. Gostaria de acreditar que os pessoal do estadual esta preocupado com a sociedade.
  • julio cesar de figueiredo | 08/02/2018 | 08:45Bom Dia Luiz armando, a pior situação e a minha, devindo essa ganancia tributaria da prefeitura tenho um imóvel sem nenhuma benfeitoria que a leis exige para micro parcelamento ( ruas abertas , poste amento água potável ,) no centro de palmas ( 802 sul ou arse 80 )em 2007 entrei com ação administrativa na prefeitura de palmas pedindo isenção do iptu por não existir nenhum melhoramento pedido esse que foi deferido por auditores e procuradores. porem em 2013 foi cancelado com o argumento que a prefeitura mudou o entendimento sobre o caso, e retroagiu a cobrança a 2009 do IPTU e a iluminação publica, e ainda não tem nada de benfeitoria, o IPTU deste ano e de 1300,00 reais em um lote de 600 mts que não tem nem rua
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