Ponto Cartesiano
11 Jan 2018 - 13h47m

Marcelo pagou mais juros e investiu menos que Sandoval. Despesas com juros aumentaram 22% e investimentos cairam 46% de 2014 a 2017

Há leitores que, não raro, implicam com os números que publico  aqui e as avaliações que deles faço. São dados facilmente coletados no Portal das Transparências do próprio governo ou nos portais federais.

Há uma lei obrigando o poder público a publicá-los e um dever do cidadão que paga imposto acompanhá-los. Cito isto porque certa feita um Secretário de Comunicação (e ele bem se lembra disso), achando-se na melhor das situações, fazia troça: se buscar os acessos no Portal da Transparência vai encontrar jornalista tal todos os dias.

Ora, além de ser uma obrigação não só do poder público informar mas do cidadão comum informar-se, que dirá do jornalista, um profissional sério do qual falava o Secretário como se não fosse jornalismo buscar os números direto na fonte. Era, o profissional a que se referia o secretário, um grande jornalista e que informava com seriedade seu público.

A não ser que os números do governo não fossem sérios e que a administração estivesse driblando a lei da transparência, não haveria melhor base de cálculo. Hoje, o governo do Estado se vangloria no cumprimento da lei da transparência e deve mesmo se orgulhar. O secretário Luiz Antônio da Rocha tem feito um trabalho reconhecido. O que, certamente, nivela a avaliação daquele Secretário de Comunicação a um anacronismo.

Pois bem. O governo (dados do Portal das Transparências) fechou o ano de 2017 investindo R$ 502 milhões e pagando R$ 419,5 milhões de juros e encargos da dívida. O valor que aplicou em 2017 em investimentos no Estado é 46% inferior ao investido há três anos, em 2014, quando foram aplicados R$ 940,5 milhões.

Por outro lado, o valor que o governo Marcelo Miranda pagou em 2017 de juros e encargos da dívida é 22,3% superior ao gasto pelo ex-governador Sandoval Cardoso em 2014: R$ 342,8 milhões.

Síntese óbvia: Marcelo Miranda endividou mais o Estado e investiu menos. No que provoca a indagação acerca de qual seria a finalidade do governo: pagar juros ou investir.

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