Regional
10 Nov 2017 - 17h14m

MPE investiga prejuízos à saúde pública causados por paralisação de anestesistas e pela interrupção de serviço de radioterapia

O Ministério Público Estadual (MPE), por meio da 27ª Promotoria de Justiça da Capital, instaurou, nesta sexta-feira, 10, dois procedimentos preparatórios a fim de averiguar o comprometimento da prestação de serviços de saúde pública em razão da suspensão parcial das atividades dos médicos anestesistas que atuam na rede pública e da interrupção temporária dos serviços de radioterapia prestados ao Sistema Único de Saúde (SUS) pela Clínica Médica Oncológica Irradiar.

 

A interrupção temporária do serviço de radioterapia e a suspensão parcial dos plantões dos anestesistas foram comunicadas à 27ª Promotoria de Justiça da Capital pela Clínica Médica Oncológica Irradiar e pela Cooperativa dos Médicos Anestesiologistas do Tocantins (Copanest), respectivamente.

 

No comunicado da Copanest, é informado que a escala de trabalho dos anestesistas do mês de novembro ficará comprometido, inviabilizando a prestação integral do serviço.

 

Tanto a clínica de radioterapia quanto a cooperativa dos médicos anestesistas justificaram a atitude em razão da inadimplência do Estado do Tocantins.

 

A Promotora de Justiça Maria Roseli de Almeida Pery está à frente dos inquéritos, que visam apurar os prejuízos ao cidadão no que se refere ao seu direito de acesso aos serviços de saúde, cuja prestação é dever do Estado.

 

O MPE designou a próxima segunda-feira, 13, para ouvir os envolvidos, em caráter de urgência. Às 16 horas, a Promotora de Justiça estará reunida com o secretário estadual de Saúde, Marcos Esner Musafir, e com a diretora-geral da Clínica Médica Oncológica Irradiar, Suzana Pereira Zica Saad. Às 17 horas, a reunião será com Marcos Musafir e com o presidente da Copanest, Mauro Sérgio Fontes Borges.

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