Ponto Cartesiano
07 Fev 2018 - 10h08m

Política muda mas apesar de 8 pre-candidatos, só três grupos disputarão o governo. Marcelo Miranda terá que liquidar fatura no 1° turno

Exercer previsões a sete meses das eleições pode ser mero chutômetro. Leitores me pedem para cometer alguns. E o faço justificando-os por razões existentes. As possibilidades e probabilidades estão completamente abertas para os oito pré-candidatos até agora colocados.

Mas como só haverá um vencedor e, se der segundo turno, apenas dois o disputarão, intuo, pelo processo histórico, afinidades políticas e ideológicas que, mesmo todos disputando votos,  caminham para alianças prováveis.

Em torno do Palácio Araguaia deve gravitar o senador Vicentinho Alves, Ronaldo Dimas e, possivelmente, o senador Ataídes Oliveira que levaria, por gravidade, Laurez Moreira. Uma chapa encabeçada por Marcelo Miranda tendo no senado Vicentinho e Ataídes (ou Laurez). Dois praticamente garantidos: Marcelo e Vicentinho. Dimas emplacaria o filho na proporcional. E ficaria com o orçamento de Araguaína.

Não é segredo o acordo entre Vicentinho e o prefeito de Araguaína. Basta ver as emendas parlamentares que o Senador do PR priorizou para o município. Vicentinho é o presidente do partido de Dimas. Dimas ja conversou publicamente com o MDB sobre aliança no segundo turno.Informação pública o que o leva, no caso de não disputar o primeiro turno por algum motivo, dar a Marcelo logo no primeiro turno o que promete para o segundo. O contrário, não se enquadra na lógica.

Uma segunda chapa seria formada por Carlos Amasha, Paulo Mourão e César Hallun. Aqui uma questão: a desidratação de Amastha pode leva-lo a apoiar o deputado do PT ao governo com o prefeito de Palmas indo ao Senado e a outra vaga ficando com Hallun. Esta chapa caberia Marlon Reis. Hallun já tem Ricardo Ayres com o prefeito.

O posicionamento de Mourão neste grupo pode ser impulsionado pela ação de uma ala do PT cuja interlocução com a senadora Kátia Abreu (a corrente da última direção regional) tem mais afastado que agrupado a militância em torno da parlamentar. Uma conversa manca. Do ponto de vista partidário e orgânico, o PT é também mais próximo do PSB que do Democratas de Siqueira Campos. O Democratas trabalhou pelo impeachment de Dilma Roussef. É de direita e o PT se acha de esquerda,como o PSB.

Outra terceira chapa, pelo histórico de ambos, teria a senadora Kátia Abreu e o ex-governador Siqueira Campos. O PT tem visto com ressalvas as conversas entre a Senadora e o grupo siqueirista, segundo os petistas, promovidas e não escondidas pelo deputado Eduardo Siqueira. Uma chapa que a militância petista teria dificuldade para digerir por razões óbvias. Nesta chapa caberia Ataídes de Oliveira ou Laurez Moreira.  Aqui pode entrar o deputado Mauro Carlesse que já recebeu elogio público do ex-governador. Carlesse nessa chapa incomodaria Laurez por questões regionais.

E aí o problema fica maior ou menor dependendo do ponto de observação: o PSDB de Ataídes (e de Laurez) é aliado,em nível nacional, do MDB de Marcelo Miranda.  Michel Temer pode afiançar um acordo entre PSDB e MDB no Estado com verbas e cargos. Marcelo,como é notório, tem sido mais que apoiador, mas solidário ao presidente Temer. É amigo do governador goiano do PSDB, Marconi Perillo, também aliado de Temer. O presidente tem prazo até abril para fazê-lo com pagamento adiantado. Essa situação empurraria Laurez e Ataídes para Marcelo.

Ou seja, são oito pré-candidatos. Mas candidatos, mesmo, podem ser apenas três, representantes de três grupos: do prefeito da Capital, do governador do Estado e da Senadora. Nesse diapasão, é possível inferir que os grupos de Marcelo e Kátia Abreu disputariam os mesmos votos. Os modebas já foram siqueiristas. O contrário também é verdadeiro.

No segundo turno o grupo do prefeito da Capital e de Paulo Mourão teria, certamente, mais proximidade para apoiar o grupo da Senadora e vice-versa. Dois contra um. E aí a vantagem de Marcelo Miranda de poder ganhar no primeiro turno (com três candidaturas) seria substituída pelo seu grupo adversário. Ou seja: Marcelo tem que fazer tudo para que a oposição vá dividida e ganhar no primeiro turno. Isto porque o Governador, pela força da máquina,no segundo turno já estaria e lá enfrentará os outros dois.

 

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2 Comentário(s)

  • Marcos Cunha | 13/02/2018 | 00:52Marcelo e Vicentinho é nescessário retornar os pioneiros, conforme PEC 397/2017
  • Edilson gonçalves da Silva | 07/02/2018 | 09:05Claro que em política o exercício de futurologia - até para o deleite do eleitor - se faz absolutamente necessário. Todavia, não creio que o eleitor vá cometer a loucura de reeleger o atual governador. Mas até lá, teremos divulgação de DELAÇÃO, operações da PF e afins, e, alguns não terão direito a candidatura. Em todo caso, continuo aqui, e não voto de graça em ninguém, aliás, de graça nunca mais. Estou aqui em Xambioá, venha e compre meu voto.
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