Ponto Cartesiano
20 Mar 2018 - 07h11m

Pré-candidatos atiram para todos os lados. Se cidadão não prestar atenção, entra na dança sem observar a superficialidade dos movimentos

A duas semanas do prazo para desincompatibilização, as pré-campanhas estão uma barafunda. No final de semana divulgou-se a filiação da ex-prefeita Nilmar Ruiz no Rede do pré-candidato Marlon Reis. Nilmar, como é conhecido, até dias atrás estava com Carlos Amastha (prestava-lhe assessoria inclusive) que defendia Marlon Reis em sua pretensão. Mesmo sendo ele, Amastha, também pré-candidato. O mesmo Marlon que tinha assessoria dos mesmos marqueteiros que auxiliam Amastha. Nada de errado, democrático e profissional está aí é para isso mesmo.

Ainda no final de semana, a vice-governadora Cláudia Lélis lançou-se candidata a deputada estadual, juntamente com o secretário de Administração, Geferson Barros. Uma equação matemática de difícil (ou paradoxalmente conhecido) resultado: o PV terá que realizar uma coligação e tanto para poder eleger dois deputados estaduais.

Como entende-se coligará com o MDB, os problemas vão aumentar. O anúncio da deputada federal Josi Nunes de que poderia deixar do partido por causa de retaliações de Temer não ficam de pé. Na verdade, do ponto de vista eleitoral, é um posiciomento que diz mais respeito a suposta preocupação com sua reeleição que com outra coisa.

O MDB, hoje, é provável que tenha dificuldade para,pelo menos, manter o número de parlamentares. Precisará de uma coligaçao forte para consegui-lo. E na Câmara dos Deputados, a matemática indica que só tem uma vaga  e esta é para a reeleição de Dulce Miranda. Todo mundo tá careca de saber da briga de colégios e do açodamento da primeira dama nos municípios tendo como arma justamente a contratação de cabos eleitorais comissionados e que o governo diz, agora, fará cortes.

 Há nas redes uma alusão ao "Dulcismo" e que, aparentemente, os tributários da primeira dama o tratam como popularidade e aceitação,quando estaria mais próximo do "Dulce"  italiano. Mas talvez não façam esta ligação até por falta de conhecimento. Nao ligam para a correlaçao afinal os fins justificariam os meios como também pensava Mussolini. A estratégia,por óbvio, expele Josi Nunes.

Do Norte vem a informação de que Ronaldo Dimas (o mesmo que há duas semanas teve defendida sua renúncia à candidatura por falta de apoio) estaria fechando acordo com o Democratas, SD e PPS. Se Dimas conseguir isto, será um portento porque dificuldades não são poucas. O Democratas tem um pré-candidado ao Senado (Siqueira Campos), o Solidariedade também (Eduardo Gomes), assim como o PR (Vicentinho Alves). Ou seja: três candidatos para duas vagas de senador.

Como não se imagina Vicentinho de fora da chapa de um candidato do seu partido, Dimas esperaria convencer Siqueira ou Gomes a desistir de suas pretensões. Siqueira quer ser Senador para encerrar sua carreira, sob seu ponto de vista, na Câmara Alta onde se coloca ex-governadores, considerada a casa da sabedoria e da experiência. Já Gomes vem de uma eleição (2014) onde por pouco não se elegeu senador e,pela lógica, não desistiu do projeto e não teria melhor hora para aferir o recall da última eleição. Mais pra frente seria mais difícil afinal está há mais de tres anos sem mandato. E aí voce sabe como é a cabeça do eleitor.

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