Ponto Cartesiano
11 Out 2017 - 09h31m

Proposta da prefeitura para reposição dos dias de greve é coerente. Ainda que dê folga financeira ao Executivo. Fazer o quê?Ônus e bônus

Óbvio que a proposta da Prefeitura de querer a reposição das aulas em janeiro e pagamento em fevereiro de 2018 concede mais financeiro ao Executivo no orçamento de 2017. Uma folha de pagamento a mais que poderá, inclusive, quitar o 13° salário dos grevistas. 

É, certamente, prerrogativa do Executivo administrar recursos. E não foi o Executivo a propor a greve. Demorou a agir, mas decidiu-se pela legalidade e bom senso de fazer a proposta de reposição à categoria.

Assim como é plausível deduzir que a reposição das aulas em 2017 apertaria o calendário, possibilitando uma reposição de conteúdo/aulas meia-sola. Em ambos os casos (este ano ou em janeiro), alunos e pais sairão sacrificados em prol da causa dos professores.

De forma que a proposta da Prefeitura apresentada à categoria (mesmo extraoficialmente) é coerente do ponto de vista administrativo e deveria ser entendida também assim sob o prisma da educação.

Vai interferir nas férias dos grevistas? Ora, claro que vai. Mas esse é o ônus da paralisação que trabalhadores assumem ao tentar fazer com que o empregador os atenda em suas reivindicações. Ou pretenderiam causar prejuízo sem o dever de reparação?

Nesta questão, o problema maior é dos pais que não receberão nada em troca da perda das férias. A prefeitura voltou atrás e começa a negociar. Já é um bom sinal.

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