Ponto Cartesiano
12 Set 2018 - 11h12m

Amastha minimiza investigações da PF. Ainda que não seja sequer denunciado, o ex-prefeito misturou, ao GJC, as ações da Justiça

O ex-prefeito Carlos Amastha teria minimizado ontem a jornalistas do GJC as questões que enfrenta na Justiça. Natural, evidentemente, que o fizesse. Seria estranho o contrário.

O candidato do PSB ao governo (que não foi condenado a nada, é ficha limpa, que se reforce) manteve seu posicionamento: a Polícia Federal deveria pedir-lhe desculpas. O assunto: as investigações sobre o BRT.

De acordo com o ex-prefeito, a licitação do BRT já havia sido cancelada quando a PF abriu as investigações. Amastha está certo: a Justiça Federal já havia mandado cancelar a licitação porque viu que a Capital não precisava de um BRT daquele porte.

O projeto estimava número de usuários/dia em muito superior a cidades que teriam 20 vezes mais a população de Palmas. Ou seja: grande demais para a cidade. Ainda que se possa entender, compreender e defender a iniciativa do ex-prefeito de pensar grande, haveria outros setores necessitados, com maior prioridade, dos recursos.

O problema no discurso de Amastha ontem aos jornalistas é que a PF abriu investigações (o ex-prefeito sequer é denunciado) sobre outro prisma: as ações que circundaram o projeto do BRT, a partir de denúncias de donos de grandes áreas na Capital e que seriam englobadas no projeto.

Amastha querendo negociar o IPTU (áreas aguardando valorização em área estratégica e central da cidade) e os empresários sugerindo, na denúncia, pressões ilegítimas e ilegais. Daí a investigação da Polícia Federal. Ou seja: uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.
 

Outra questão relevante da entrevista (que o JTo informa publicará na íntegra no dia 19) é a afirmação do ex-prefeito do seu direito (que defendi neste blog, mesmo sendo detonado por seus adversários) de candidatar-se ou não, exposta naquela ida e vinda da pre-campanha. Amastha disse que retrocede toda vez que algo necessita ser corrigido.

 É uma declaração de humildade e que contraria a forma de fazer política com que se movimentou durante sua administração na prefeitura da Capital. Ainda que tenha deixado dividendos como o ajuste fiscal.

Assunto sobre o qual também deu destaque e cobrou idêntico posicionamento do governo que tem no governador Mauro Carlesse, na reeleição, seu principal adversário.

Deixe seu comentário:

© 2015 - luizarmando.com.br - Todos os direitos reservados.