Ponto Cartesiano
08 Ago 2018 - 01h30m

​Cruzes do Bonfim. Meu artigo desta quarta no Jornal do Tocantins

 

Conta a história que Senhor do Bonfim apoiara os brasileiros contra os portugueses na guerra na Bahia pela independência do Brasil. A independência do Brasil para os baianos é 2 de julho. Senhor do Bonfim estaria lá. Oxalá, o santo guerreiro.

 

Como tantos, caminho a partir desta quarta, em quatro dias e meio, os 243 km que separam Palmas do Santuário de Nosso Senhor do Bonfim. Sigo a pés desde 2010 e tenho justificadas razões para isto, ainda que tivesse, não faz muito, os pés fincados no ateísmo.

 

Há, por isto, em cada caminhada, um ponto cego. Não sei onde ele se encontra, mas me persegue como sombra, ora à frente outras atrás, por vezes à esquerda quando não à direita. Impulsionaria-me, talvez, uma verdade de duas ou mais faces.

 

Um ponto que não enxergo que segue a martelar-me a consciência. Não só nos quatro ou cinco dias de romaria a que me dedico mas indefinidamente a cada hora do dia a partir daquele dia 7 de agosto de 2010 quando do primeiro passo em sua direção.

 

O confronto excludente (ou includente) entre religião e fé, Deus e o nada, matéria e espírito a que fui levado a enfrentar termina por dar ao entendimento que dele abstraio mera conformação necessária sem, no entanto, harmonizar-me com as conclusões subtraídas de suas premissas.

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