Ponto Cartesiano
12 Jun 2018 - 08h37m

Estabilidade de Carlesse: Estado quebrado e governo convocando mais de 500 pessoas para 2ª etapa de concurso da defesa social

Se um governante não dá informação direta ou resposta a uma pergunta ou argumento, mas esquiva-se por meio de respostas indiretas, com assunto totalmente diferente é sinal seguro de que teve um ponto frágil atingido.

O governo não responde como consegue pagar data-base dos servidores e, ao mesmo tempo, só quita o líquido dos salários sem o pagamento de contribuições sociais, consignados, plan-saúde e Igeprev. E ainda consome 58,22 das receitas com salários (73% considerando a folha bruta).

Não informa como está contratando obras se, pelo seu próprio balanço do primeiro quadrimestre de 2018 não conseguiu poupar para pagar juros/encargos/amortização da dívida, muito explícito no resultado primário negativo.

E o que dizer das despesas: no Portal das Transparências desta terça vê-se que, das despesas empenhadas (R$ 4, 056 bilhões), o governo liquidou R$ 3,529 bilhões e só pagou R$ 3,1 bilhões. Ou seja: um débito na praça de R$ 429 milhões de produtos e serviços que recebeu. Se considerarmos os empenhos e pagamentos, uma diferença negativa (débito) de R$ 956 milhões.

Ainda assim, o governador interino Mauro Carlesse aponta no T1 Notícias  que suas ações visam manter a economia do Estado funcionando e que a população precisaria de estabilidade que ele, lógico, seria o único a possibilitar-lhe.
 

Mesmo com ações inoportunas e ilegais por serem decididas sem orçamento nem financeiro como essa publicada no Diário Oficial de ontem convocando vagas de cadastro de reserva do concurso público da Defesa Social (Edital de convocação para matrícula), de cerca de 530 concursados para a segunda etapa do concurso que o governo, como se nota, não tem condições financeiras para contratar.

Deve ser mais um dos expedientes de Mauro Carlesse para a busca da tal estabilidade no Estado.

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1 Comentário(s)

  • Adriana | 12/06/2018 | 18:00530 concursados , que vão entrar devido a sua capacidade técnica, é muito pouco em relação aos quase 25.000 contratos/ comissionados ( leiloados através da venda de cargos públicos) que o ex governador Marcelo Miranda nomeou e manteve em seu mandato.
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