Ponto Cartesiano
13 Set 2018 - 06h38m

Estratégia do PT pode não dar certo no Estado: eleição estadual completamente descasada da eleição presidencial. Mas tem a militância

A definição da candidatura de Fernando Haddad no lugar de Lula tem sido utilizada, compreensivamente, pelo PT para impulsionar seus candidatos ao governo, Senado, Câmara dos Deputados e Assembléia.

É uma equação que, se não ajuda, não atrapalha. Mas pode não possibilitar os resultados na proporção do apetite. Isto porque a eleição no Estado, pelo que se nota, está completamente descasada da eleição presidencial.

Tomemos o caso do PT: o partido integra uma chapa que tem ainda o Rede (Marina Silva), PDT (Ciro Gomes) e Geraldo Alkmin (apoiado pelo PSD). E que adicionado o PT (Haddad) a chapa teria, em tese, que defender (ou dividir) apoio em três candidatos a presidente.

Adicione-se a isto a salada ideológica e moral: PDT (de Carlos Luppi), PSD (de Rodrigo Maia), PSDB (de Aécio Neves) e o Rede (Marina Silva). É uma união que se apresenta de início integrada por projetos e ideologias antípodas. Não há como encontrar aconchego no universo do eleitor que não fundado no pragmatismo das necessidades políticas regionais.

Ah, LA, mas os outros fazem o mesmo!!!! Sim!!!! O problema é que o PT e o Rede, mesmo fazendo-o, os negam!!!! Se movimentam como freiras em prostíbulos no que dificultam no eleitor a compreensão de suas mensagens.

E olha do o candidato do PT ao Senado, deputado Paulo Mourão, tem sido uma surpresa, disputando pau a pau a segunda vaga do Senado. Carregado pela militância (o PT tem cerca de 20 mil filiados no Estado), pode levar.

Mas diante da dicotomia da chapa,  os eleitores podem optar, entre o falso moralista e o imoral, pelo verdadeiro. No Estado já observamos situação semelhante envolvendo o PT, mas com sentido contrário.

Em 2004, Lula presidente era disputado por todos os candidatos a prefeito de Palmas. Os marqueteiros de Nilmar Ruiz (os mesmos de Marcelo Miranda) decidiram mostrar à população que Nilmar (Democratas) teria o apoio de Lula, colocaram até as cores do PT na convenção. O problema é que Lula e o PT tinham seu próprio candidato: Raul Filho. Não deu outra.

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