Ponto Cartesiano
11 Jul 2018 - 08h08m

Paraíba também discute mãe e filho no Senado, como colocado na mesa de negociações políticas por aqui, ainda que o eleitor o seja refratário

Não é só no Tocantins que mãe e filho podem ocupar vagas no Senado numa mesma legislatura. Se por aqui já se coloca na mesa a proposta de uma candidatura do deputado Irajá Abreu ao Senado (a mãe, Kátia Abreu, tem mandato até 2022), na Paraíba pode ocorrer caso semelhante nas eleições deste ano. É previsto na Constituição e perfeitamente possível, legal e legítimo do ponto de vista democrático.

Na Paraíba, a ex-deputada Nilda Gondim (MDB) é a primeira suplente do senador José Maranhão (MDB) que é pré-candidato a governador.  O filho de Nilda, Veneziano Vital (PSB) é candidato ao Senado com chances de vitória. Ou seja, vencendo os dois (governador e senador) ter-se-ia no Senado pela Paraíba, Nilda e Veneziano. Mãe e filho.

No Estado, ainda que possível, as dificuldades para mãe e filho ocuparem, numa mesma legislatura, cargo no Senado, seriam maiores. A população do Estado tem sido refratária à familiocracia e ao patrimonialismo que marcou os primeiros anos de sua criação. É dado perfeitamente identificável nas pesquisas qualitativas. Ainda que persistam alguns filhotinhos desse sistema híbrido. E que, como se nota, não é uma jabuticaba apenas tocantinense.

 

 

 

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