Ponto Cartesiano
18 Fev 2018 - 11h21m

Previpalmas: para conselheiro do Tribunal de Contas, aposentados perderam R$ 24 mil em apenas 23 dias de aplicação no ex-Porcão: R$ 385 mil/ano

As denúncias contra as aplicações do Previpalmas (cujo conselho de investimentos é nomeado pelo prefeito por decreto) tem, não raro, oposição fundado na argumentação contrária aos meios (imprensa e denunciantes) sem refutar a verdade colocada: as aplicações de R$ 30 milhões e a insegurança do fundo aplicado.

Desde o dia 7 de fevereiro de 2017, na verdade, o Tribunal de Contas do Estado já debruçava sobre a questão a partir de requerimento (02/2018) do conselheiro Alberto Sevilha (foto aí do lado).  O conselheiro demonstra que em apenas 23 dias (de 7 de dezembro a 29 de dezembro de 2017) o Previpalmas já havia registrado um prejuízo nessa aplicação de R$ 24,3 mil.  E o comprovava com print do extrato mensal.

Ali, o TCE apontava que “ em 15 de dezembro de 2014, a empresa NSG CAPITAL SERVIÇOS FINANCEIROS E DISTRIBUIDORA DE TÍTULOS E VALORES IMOBILIÁRIOS, teve sua denominação alterada para ICLA TRUST DISTRIBUIDORA DE TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS, mantendo, no entanto, o mesmo número de inscrição no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas - CNPJ.”

Informava mais o Conselheiro:”CONSIDERANDO que a empresa ICLA TRUST é suspeita de perda em aplicações no montante de 400 milhões, do Instituto de Gestão Previdenciária do Estado do Tocantins (IGEPREV-TO), quando usava como razão social o nome de NSG CAPITAL DISTRIBUIDORA DE TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS.”

O procurador pedia uma inspeção no Previpalmas para “· Verificar a existência de atestado de capacidade técnica da empresa ICLA TRUST Distribuidora de títulos e Valores Imobiliários · Comprovar capacidade técnica dos gestores da empresa e apresentar declaração patrimonial de cada gestor · Apresentar carteira de clientes e resultados de evolução patrimonial após a contração da empresa ICLA TRUST Distribuidora de títulos e Valores Imobiliários; · Apurar a demonstração de liquidez para cobertura de eventuais perdas resultantes da operação de investimento; · Apresentar documentos comprobatórios que garantas a segurança, a solvência e transparência das aplicações junto ao PREVIPALMAS; (sic) “

Como se nota, não é um caso simplesmente de denúncia eleitoral. São fatos que necessitam explicação adequada e convincente. E com um detalhe: se o TCE  (órgão colegiado) condenar o Previpalmas e Carlos Amastha, o prefeito pode ficar inelegível para 2018.

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