Ponto Cartesiano
13 Set 2018 - 06h41m

Prisão de governadores deve gelar a espinha dorsal de Marcelo Miranda, agora sem o escudo do foro privilegiado

A exposição das tramoias (e prisões) dos governadores do Paraná e Mato Grosso do Sul, somadas às prisões de outros governadores como Sérgio Cabral do Rio de Janeiro devem gelar a espinha de Marcelo Miranda.

Sem foro privilegiado, o ex-governador tem seu governo investigado por operações da Polícia Federal que apontam para um esquema grandioso de corrupção. Marcelo, até agora, não foi flagrado de forma objetiva nos supostos desvios. Mas como governador era política e administrativamente o responsável pela aplicação dos recursos públicos.

E não tem como não se notar, por exemplo, que o governo paga milhões por asfalto que derrete e menos de um ano. Bastaria o governador deixar por um dia o helicóptero da PM ou um King-Air que atendia o Palácio passar por um dia apenas nas rodovias pelas quais autorizou o pagamento de asfaltamento.

Daí, consequente e inevitável conclusão: o asfalto de qualidade inferior ao contratado ofereceria dividendos em dobro: na diferença de preço e na necessidade da operação tapa-buracos ano a ano. Um achado simples e lucrativo para os governantes.

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