Ponto Cartesiano
12 Mar 2018 - 09h42m

Propina para pagamento de R$ 18,7 milhões de correção monetária, 24 anos, só poderia ser negociata. Leitor do blog não se surpreende

Essa denúncia que a Justiça de Goiás ( publicada no domingo no Jornal do Tocantins) apura acerca de suposta cobrança de R$ 8,7 milhões de propina por parte do ex-presidente da Agetrans, Kaká Nogueira (no governo do seu cunhado, Sandoval Cardoso) do empresário dono da Warre Engenharia é emblemática.

O leitor do blog tem conhecimento do tanto que escrevi neste espaço sobre o tema. Afinal não era plausível que um governo decidisse pagar uma fatura de R$ 18,7 milhões , como correção monetária de um contrato, 24 anos depois da obra realizada. Imagina, da construção do Palácio Araguaia em 1.989!!! Pagamento direto, sem ir para a fila de precatórios, sem cobrança judicial, sem execução nenhuma.

Desses absurdos que não ocorrem sem a omissão de instituições fiscalizadoras. E que demonstram, de forma inequívoca, como é levada a coisa pública no Estado.

Um desvio tão grande que, nesta mesma época do pagamento, o gestor público acusado de cobrar propina passou a ser o coordenador de campanha eleitoral do cunhado ao governo. Depois de pagar as faturas, foi cuidar das finanças e arrecadação de campanha. Tudo previsível e às claras, sem qualquer importunação.

O pior é que foram-se os gestores, ficaram os métodos.

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1 Comentário(s)

  • Rosalve | 13/03/2018 | 18:17A justiça reconhece as demandas judiciais é um Deus que nos acuda... por exemplo AS ..URV.. dos servidores.... que até hj.. isso sim é que deveria ser revisto pela justiça..
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