Ponto Cartesiano
14 Mar 2018 - 07h17m

Uma ordem desordenada e cretina. Meu artigo desta quarta no Jornal do Tocantins

Há mais desordem que organização na ordem que se tem tentado estabelecer nas relações entre o poder público, a cidade e a população na Capital. São profundas e largas as medidas entre os interesses de um e de outro, entre as intenções e gestos empreendidos em favor ou desfavor de ambos e, não raro, dos três simultaneamente.

 

O poder público que derruba quiosques em praças públicas (permitidos desde a criação da cidade) – ainda que dizendo-se cumprir recomendações do MPE que não se cumpre em outras questões - como se dá nos últimos dias em Palmas, com a tosca justificativa de limpeza urbanística (e de supostas irregularidades), é o mesmo que concede licença à construção de edifícios, funcionamento de bares e grandes lojas de departamentos em quadras residenciais. Sem estacionamento ou escape.

 

O cidadão compra um imóvel em área de residências (unifamiliar) e se vê, da noite para o dia, debaixo de um prédio (multifamiliar), espionado em seu quintal. E sem poder dormir com o barulho dos botecos que o poder público só pode combater depois das 22 horas. Uma situação completamente diferente do planejado no plano diretor e no projeto urbanístico da cidade.

 

Quando se compra um imóvel para construir uma casa com piscina, a não ser que o cidadão queira participar de um reality show,  se está acreditando no projeto urbanístico da cidade e que ao seu lado não será construída uma torre de prédios. Ao mudar o projeto, o poder público quebra o contrato e sem qualquer compensação ao morador e contribuinte.

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1 Comentário(s)

  • Giordano Maçaranduba | 14/03/2018 | 09:30Perfeito! Moro num desses prédios e todo dia me pergunto isso mesmo! O fim da privacidade dos moradores que fizeram piscinas, jardins que colocaram paredes de vidro porque havia muros a os proteger... É lamentável, mas sabemos que o dinheiro perverte os planos urbanísticos facilmente. Imagina... os tais dos shoppings que conseguem se instalar em áreas de proteção ambiental (Capim Dourado aqui, Goiânia Shopping em Goiânia). Aqui até Universidades conseguem o mesmo... Não deveriam ser permitidos nada disso... mas o que o dinheiro não compra?
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