Ponto Cartesiano
15 Mai 2018 - 06h23m

Amastha dizendo que se eleito vai administrar de dentro do HGP em nada difere de mudar-se para o Jardim Taquari. Hospital de Urgência, que é bom...

Esse Amastha é tão previsível quanto imprudente do ponto de vista retórico. Disse ontem que se eleito irá administrar o Estado de dentro do Hospital Geral de Palmas. Já escrevi sobre isso: quando Siqueira assumiu o governo em 2010, apontei que a saúde era o principal problema e o HGP sua gênese. E que a melhor estratégia do governador era ir para dentro do  hospital.

O problema de Amastha é a sua falta de determinismo histórico. Dias atrás, o ex-prefeito prometeu a empresários de Palmas que não aumentará impostos. Disse o mesmo à população de Palmas e elevou absurdamente IPTU, taxa de coleta de lixo, iluminação publica e praticamente de toda a mais de meia centena de taxas e contribuições que cobrava na prefeitura.

Amastha informou ao usuário de transporte coletivo, aos empresários e aos vereadores há dois meses que não aumentaria a tarifa de transporte coletivo. Elevou em 15% (contra uma inflaçao de 2,97%) e concedeu subsidio. Diferença que a população vai pagar do mesmo jeito para garantir o lucro dos empresários do setor. Lucro real.

Amastha fez um carnaval com sua  mudança para o Jardim Taquari onde a população não o vê. E agora diz que vai mudar o gabinete para o HGP.

No que importa, o ex-prefeito negligenciou em cinco anos de mandato a construção de um hospital municipal de urgência na Capital que administrou, uma obrigação da prefeitura. Mesmo recebendo recursos do governo federal e estaduais suficientes para o empreendimento.

O estrangulamento do Hospital Geral de Palmas se deve em larga medida à falta de um hospital municipal. O HGP é hospital de especialidades, mas mais de 90% dos pacientes são de urgência, acidentes e que tais. Seja porque a população não busca os postinhos ou porque os postinhos não a atende por falta de equipamentos e estrutura.

No Hospital Dona Regina é a mesmíssima coisa. As mães não encontram atendimento adequado nos postinhos e procuram a maternidade para fazer até pré-natal. Chegam ali sem qualquer exame preliminar porque não o fazem na rede municipal.

E por que o ex-prefeito teria feito isto? Ora, sem isto, não teria o discurso de ir contra tudo que está aí, não poderia imputar a alguém, que não a ele próprio, a responsabilidade pelo problema que não é só do governo, mas da prefeitura da Capital por ele administrada.

Mas é a democracia.

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