Ponto Cartesiano
13 Mai 2018 - 09h07m

Campanha faz aliados de Carlesse transformar decisão judicial em concessão. Governo já deve R$ 622 milhões de progressões a servidores

Correu as redes sociais no sábado a informação do Diário Oficial de concessão, por parte do governo, das progressões a algo em torno de 800 policiais civis.

Seria como uma decisão de Mauro Carlesse, em menos de mês no cargo, já teria dado termo na farra governamental. E, agora, estaria concedendo benefícios aos servidores.

Evidentemente que só faria sentido a narrativa numa leitura eleitoral, contrariando os próprios termos da justificativa da “concessão”: cumprimento de ordem judicial.

Ademais, não seria concessão nem na origem, já que progressões não são concessões, que pudessem ser dependentes de uma vontade política. E sim decorrentes de lei.

E no caso específico, uma embromação. O cumprimento da ordem judicial para movimentar os servidores no plano de cargos não significa dinheiro no bolso. Há servidores sem receber as progressões desde 2015. Avançaram nas letras, mas não na remuneração.

Assim como haveria servidores concursados que já cumpriram o período de estágio probatório e o governo não os certifica como tal. Sem a publicação, não são considerados efetivo. E sem isso, não podem ter progressões. Mais economia para o governo.

Nunca é demais lembrar que o passivo do governo com os funcionários (conforme o seu sindicato) é de R$ 2,1 bilhões.  Só de progressões de 2015 e 2016 a bagatela de R$ 622 milhões.

 

 

 

 

 

Deixe seu comentário:

1 Comentário(s)

  • Luciano | 13/05/2018 | 16:09Queria só fazer uma observação: progressão de servidor público não é benéfico, está previsto em lei porém o estado não vem respeitando esse direito do servidor. É imoral o servidor ter que entrar com ação na justiça pra receber algo que já está previsto em lei.
© 2015 - luizarmando.com.br - Todos os direitos reservados.