Ponto Cartesiano
10 Jun 2018 - 09h27m

Dídimo resgata na CBN velhos advogados e suas experiências esquecidas (ou não lembradas) que ajudaram a escrever a história do Estado do Tocantins

O advogado Dídimo Heleno (responsável por um programa de grande audiência na CBN) inicia amanhã na emissora uma série de entrevistas de importância não só jornalística, mas histórica.

Dídimo abre o seu programa semanal para ouvir advogados e suas histórias. Advogados e juízes, não raro, são tidos com reserva. Grosso modo, uns sem alma. O juiz porque tem que decidir com a razão e os advogados porque defendem partes. E quando se defende uma parte vencedora, nem sempre se é entendido pela outra perdedora.

Advocacia às vezes não é a defesa do cumprimento da lei pura e simplesmente. É o entendimento da lei (suas permissões e proibições) para melhor defender o seu cliente. É, em determinados casos, buscar brechas na lei, como se raciocina no jargão popular. Deus e o diabo na terra do sol, parafraseando Glauber Rocha.

O programa de Dídimo, da forma como se é apresentado e concebido, desnuda esse corpo “estranho”: velhos advogados relatando suas experiências profissionais e, especialmente, as vicissitudes por que passaram nas suas vidas. Humaniza o advogado.

Preenche uma lacuna na história do Estado. Não só da advocacia. Isto porque a luta pela criação do Estado passou por grandes juristas. Eles é que deram, ao longo dos anos, o arcabouço para organizar a luta libertária.

Os velhos advogados (sem utilizar-se do termo como pejorativo), deram continuidade a isto com seu trabalho. Vivência que o programa pretende, dando-lhe voz, compartilhar não só com os profissionais do direito mais novos. Mas com a juventude, os universitários e os historiadores. É na verdade parte do mosaico da história do Estado.

O programa A História Viva da Advocacia no Tocantins vai ao ar a partir desta segunda, amanhã, às 9h30 na CBN. O primeiro entrevistado é o advogado Bolivar Camelo, com 50 anos de atuação profissional.

Conheço seu Bolivar pessoalmente há mais de 30 anos. Um homem honrado que fez do seu ofício seu modo de vida. Foi até Mister Melhor Idade. Estive na festa que o escolheu há uns 15 anos, ali no salao de festas da Igreja Sao José.  Nos encontramos de vez em quando na cidade. Diz ser leitor assíduo deste blog, uma honra para mim diante de sua importancia para o Estado, retidao e profundo conhecimento, nao só de direito.

É pouco diante das relações de Bolivar com a minha família, especialmente do lado da minha tia-avó, Generosa Pinto de Castro, desde Natividade. Ou mesmo do meu avô, Ananias Pinto Cerqueira, de Conceição do Tocantins. Uma pessoa honrada, um grande advogado que participou decisivamente da história do Estado e que Dídimo, agora, como autêntico dianopolino (e tocantinense) realça por intermédio da CBN e de seu programa.

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