Regional
12 Jun 2018 - 07h48m

Mesmo com números negativos no Atlas da Violência e déficit na Polícia Civil, Governo não informa cronograma sobre convocação de candidatos

O Atlas da Violência 2018, divulgado no início deste mês aponta o crescimento de 119% do número de homicídios no Tocantins entre os anos de 2006 a 2016.  O levantamento,  feito pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, com dados do Ministério da Saúde (MS), analisa diversos indicadores para facilitar a compreensão ou processo de violência acentuada no país. 

No Tocantins, além da conjuntura alarmante, a situação é agravada também pelo grande déficit de profissionais da área da segurança pública estadual. Com a falta de policiais as investigações ficam comprometidas e os criminosos sem a devida punição, se tornam reincidentes. 

Porém, mesmo com a deficiência de agentes públicos nas unidades, o Estado se recusa a divulgar um cronograma de nomeações dos candidatos remanescentes aprovados no Concurso da Polícia Civil.

E enquanto o Governo não apresenta uma solução para  o problema da Segurança Pública, o Tocantins ganha destaque negativo no cenário nacional. Ainda segundo o Atlas da Violência, foram 229 assassinatos no Estado em 2006. Dez anos depois, o número cresceu para 557. Mais recentemente, em 2016, a taxa de mortes ficou de 37,6 pessoas para cada 100 mil habitantes.

O estudo também mostra que dos 577 homicídios, que ocorreram há dois anos, 312 foram cometidos com o uso de armas de fogo. A maioria das vítimas é jovens entre 15 e 29 anos do sexo masculino, que representam 67,4% dos mortos.

O mapeamento também chama atenção para o aumento de crimes envolvendo vítimas do sexo feminino. Conforme o atlas, em 2006 foram 22 mortes, já em 2016 foram 45, um crescimento de 104,5% nessa década.

Concurso- Se por um lado a criminalidade vem aumentando, de outro, o Estado, que já está em seu terceiro governador após o início do concurso, não toma nenhuma atitude efetiva para combater esta triste realidade. 

Atualmente faltam peritos, delegados e demais profissionais de segurança civil nas cidades do Tocantins, situação que deve permanecer enquanto o governo não convocar todos os aprovados no certame. 

Para Rodrigo Meireles, candidato aprovado no concurso da polícia civil para o cargo de perito criminal, essa incerteza por parte do Estado aumenta a expectativa dos aprovados. Rodrigo afirma que deseja trabalhar para contribuir com a segurança e crescimento do Tocantins. 

“Toda vez que vemos no noticiário dados como estes, logo imaginamos que poderíamos somar no combate ao crime e proporcionar uma segurança mais efetiva no Estado. A Segurança Pública, assim como a Saúde e Educação, deve ser prioridade em qualquer estado, pois sem esses direitos básicos é impossível o cidadão ter uma vida digna. E todos sabem que uma das soluções para mudar esse quadro de violência no Tocantins é aumentando o número de pessoal nas delegacias”, frisa Rodrigo.

 

Dos 156 remanescentes do concurso público para Polícia Civil do Estado do Tocantins, aberto em 2014, 60 foram nomeados pelo governo do Estado no final do mês passado, 28. No entanto, ainda restam 96 aprovados aguardando chamamento e que, inclusive, já realizaram o curso de formação. Destes, 25 são peritos, 20 delegados e 51 escrivães.

 

Com a demora na convocação, o déficit no quadro da Segurança Pública vem se agravando e ao longo dos quatro anos, muitos profissionais se aposentaram.

Segundo o Sindicato dos Policiais Civis do Tocantins (Sinpol-TO), mesmo com a convocação desses novos nomeados, O Estado ainda possui uma defasagem em torno de 40% do quantitativo geral dos policiais nos 139 municípios.

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