Este Instituto Lerigou (ligado ao coordenador de campanha de Eli Borges) seria um caso de estudo: como se importar com a vergonha alheia. E, partindo-se de sua aceitação pelo candidato, um pastor devotado, parece os santos ofícios estarem abjurando inverdades. Para, tudo indica, fazendo uso do seu liguajar, prosperar. Aliás como o fizeram na campanha de Jair Bolsonaro.

O tal Lerigou conseguiu da Justiça Eleitoral autorização para divulgar em um portal no final de semana uma pesquisa eleitoral que registraria na  Estimulada 26% ao pastor Eli e 24% para a prefeita Cínthia Ribeiro. A pesquisa veio a público ontem, domingo, dia 8.

Candidatos fazem pesquisas diárias para consumo interno. Aqueles que levam a sério as campanhas, fazem-nas corretamente para ter o diagnóstico certo e aplicar a posolgia correta. Não se engana as urnas.

Outros a fazem, sob seus critérios próprios, para consumo externo, convencer os incautos. Uma tática, por lógico, de efeito bumerangue. É como esquecer da doença e não aplicar o antibiótico crendo apenas na vontade de curar-se. Na intenção sem o gesto.

A campanha de Eli inicia a semana (a última que a separa das urnas) tratando a pequisa como a virada. Não se preocuparam (a Lerigou e Eli Borges) sequer com os fatos criados por eles próprios.

A virada da Lerigou já havia sido declarada (pelos mesmos) há cerca de 15 dias quando a mesma pesquisa (e o mesmo portal de divulgação) a informavam dando 25% para o pastor e 24% para Cínthia. No final de semana (como o da recente divulgação) de 24 de outubro.

Pelos números das duas pesquisas (do mesmo instituto e do mesmo candidato), considerando a física e a aritmética (e geometria) convencionais, estariam estacionados na curva, ainda virando. Há duas semanas!! Um caso de psiquiatria, hospício ou de janela quadrada.

Deve ser a Virada Lerigou: duas semanas virando sem parar. Mais dias do que gastava uma dona de um lupanar em Porto Nacional que, na década de 50, dizia-se gastava sete dias para transformar-se numa porca dentuça e barrenta. E outros sete para voltar a ser gente no seu ofício de garota de fino trato no cabaré da Dionísia, dionisíaca como o nome que empunhava.

Um e outro, pouca diferença referencial ou numérica. Ainda que houvesse moral e ética nos lupanares da mais antiga profissão do mundo.

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