Empregados coordenados por centrais de trabalhadores postavam-se ontem na sede do governo em São Paulo com cartazes e reproduzindo gritos contra os vetos de Jair Bolsonaro e em favor da manutenção da desoneração da folha de salários na indústria. O desatento poderia entender que as bandeiras vermelhas da CUT e CGT quisessem afrontar a Fiesp como nos tempos da dêbacle do ABC.

Filosoficamente, a priori, partindo-se de um calendário reacionário e anacrônico, ao defenderem a desoneração estariam ao lado do capital e, paradoxalmente, de forças de direita representadas pelo próprio Bolsonaro eleito pelos setores que ganham, de forma direta, com a desoneração que, por outro lado, atinge o trabalhador na via indireta.

A movimentação como que conflita com o estoicismo na relação de consequência física ou causalidade, naquela de “se faz dia, está claro”. Se é certo que faz dia, não se pode atribuir, pela lógica, que claro se dá por sua causa. De outro modo: o claro não seria responsabilidade apenas do patrão.

Leia mais: https://www.jornaldotocantins.com.br/editorias/opiniao/tend%C3%AAncias-e-ideias-1.1694943/desonera%C3%A7%C3%A3o-marx-redivivo-no-conflito-1.2144409

Deixe seu comentário:

Últimas notícias

Ponto Cartesiano

O procurador da República Humberto Aguiar Junior (MPF/Tocantins) entende que a ação de improbidade administrativa, originária da Ope...

Os policiais penais decidiram na noite de ontem entregar os cargos (funções) no sistema penal do Estado. Na manhã desta quinta, 52 dois deles já...

A sessão de ontem do Legislativo estadual foi uma  eloquente demonstração da força que move os deputados no seu desvio de rep...