Com prazo recursal praticamente esgotado no STF, ações do MPF e da Contag sobre terras de domínio público tituladas em nome de terceiros no Tocantins.

As titulações estão sendo feitas com base na Lei 3.525/19. A ADI 7550 (que o blog publicou em primeira mão em 2023) questiona o dispositivo (criado ainda no governo Mauro Carlesse) que considera inconstitucional.

Pela lei, já teriam sido regularizados mais de 50 mil hectares de terras. E envolveria, especialmente, áreas tomadas pelo agronegócio.

Só em Natividade, já teriam sido tomados mais de 10 mil hectares, desde 2021.

Anota a Contag na ADI que “a transferência de terras com a convalidação de títulos de domínio sem a devida observância da cadeia dominial, pode agravar ainda mais esse quadro, visto que o Tocantins concentra 77% do desmatamento de regiões savânicas do cerrado”.

Vai além a ADI: “ficaria reconhecido o domínio privado sobre terras públicas estaduais mesmo adquiridas a propriedade e a matrícula correspondente sem que a cadeia sucessória dominial completa tenha tido origem em venda ou destaque do patrimônio público estadual.”

Além do mais, conforme a ADI, a  média ponderada por região do Valor da Terra Nua (VTN) cobrado pelo Itertins (R$ 3,50) representa apenas 0,4% do valor do VTN médio da pauta de preço de terra do INCRA e meros 0,04% do valor médio de mercado de terra no Tocantins. É o menor valor médio cobrado entre os estados da Amazônia Legal para regularização fundiária.

Deixe seu comentário:

Últimas notícias

Ponto Cartesiano

A explicação pela escolha do governador Wanderlei Barbosa em ir ao encontro de vereadores ontem (centro de convenções) a prestigiar a sessão sol...

O racha unilateral da base governista em favor de Amélio Cayres dá um canto de carroceria mais forte na senadora Dorinha Seabra (UB) e no deputado federal Carlos Gag...

Vamos lá!!! Divulga-se que Amélio Cayres teria reunido 20 deputados na noite de ontem para discutir “a construção” de sua pr&...